Ele esperou quinze anos para devolver um guarda-chuva.

Ela tinha três regras para não se apaixonar. O Guarda-chuva Amarelo, um romance coreano de Bia Moon.

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Mova o guarda-chuva para fugir da chuva

Park Ha-eun tem três regras para sobreviver em Seul:

  1. Nunca chegar atrasada.
  2. Nunca chorar no metrô.
  3. Nunca confiar em homens de terno que sorriem demais.

Numa terça-feira chuvosa, ela quebrou as três.

Capa de O Guarda-chuva Amarelo, de Bia Moon

O Guarda-chuva Amarelo

Um desconhecido de terno coloca um guarda-chuva amarelo nas mãos de Ha-eun e diz que está devolvendo depois de quinze anos. No dia seguinte, ele é apresentado como o novo diretor da empresa e anuncia, na frente de todos, que ela vai trabalhar diretamente com ele.

Entre noites de ramyeon na loja de conveniência, uma viagem a Busan, uma lista de demissões e uma avó que já escolheu a noiva do neto, ela vai descobrir que algumas promessas atravessam a chuva.

  • Chefe e funcionária
  • Destino de infância
  • Final feliz
  • Cerca de 40 minutos de leitura
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Leia o começo

Park Ha-eun tinha três regras para sobreviver em Seul: nunca chegar atrasada, nunca chorar no metrô e nunca, jamais, confiar em homens de terno que sorriem demais.

Naquela terça-feira chuvosa de novembro, ela quebrou as três.

O ônibus da linha 472 ficou parado vinte minutos na ponte Hannam por causa de um acidente. Às 9h12 o celular vibrou com a mensagem do chefe de equipe, o senhor Oh: "Park Ha-eun-ssi, se você não leva o trabalho a sério, há muita gente lá fora que leva." Às 9h40, na sala de reuniões, ele jogou a apresentação dela sobre a mesa na frente de todos e disse que o cliente tinha odiado. Ela passara três noites fazendo aquela apresentação. Às 19h, o senhor Oh apresentou a mesma ideia ao diretor de marketing, com o nome dele no rodapé.

Ha-eun aguentou o dia inteiro. Aguentou a fila do refeitório, o café frio, a planilha que não fechava. Aguentou até o metrô, encostada na porta da linha 2, contando as estações para não pensar. Foi só quando saiu na estação Gangnam e viu que tinha esquecido o guarda-chuva no escritório que alguma coisa dentro dela cedeu.

A chuva caía grossa e gelada. As pessoas passavam apressadas, cada uma debaixo da sua cúpula de plástico, e ninguém olhava para a moça parada na saída 11 com o rosto molhado, sem saber o que era chuva e o que não era.

Então a chuva parou de cair sobre ela.

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